O Gihanga Institute of Contemporary Art (GICA) abriu as portas em Kigali, Ruanda, nesta semana, como um centro sem fins lucrativos dedicado à arte contemporânea, cultura e história do país. A casa oferece espaços de residência, biblioteca de referência, sala de projeção e estúdios, com foco no diálogo entre arte local e africana.
Idealizado por Kami Gahiga e Kaneza Schaal, e desenhado pelo arquiteto Amin Gafaranga, o espaço surge para suprir a carência de infraestrutura artística no Ruanda. A iniciativa conta com apoio da Mellon Foundation, que acompanhou o desenvolvimento em parceria com a direção do projeto.
A implantação está situada no bairro conhecido como Soho de Kigali, numa área de fácil acesso com lojas, espaços culturais e restaurantes. A proposta é promover intercâmbio regional e nacional sem depender de modelos comerciais, fortalecendo o ambiente artístico por meio da documentação e do diálogo.
Estrutura e missão
A biblioteca de referência, curada por Christian Nyampeta, funciona como porta de entrada para as atividades, integrando leitura, debates e encontros. O centro abriga ainda uma sala de projeção, espaços de armazenagem, estúdio e residência para profissionais da arte e escritores.
O primeiro conjunto de obras da mostra inaugural Inuma: A Bird Shall Carry the Voice reúne artistas ruandeses como Kaneza Schaal, Sanaa Gateja, Francis Offman, Feline Ntabangana, Cedric Mizero e Innocent Nkurunziza. A curadoria e o conceito enfatizam linguagem visual contida e mensagem transmitida de forma sutil.
Propósito e próximos passos
GICA busca estabelecer um ecossistema de arte equilibrado, com participação de artistas, pesquisadores, críticos e cineastas. A iniciativa pretende incentivar o diálogo entre práticas locais e pan-africanas, fortalecendo a memória, a documentação e a educação artística, sem ênfase exclusiva no mercado.
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