Desde uma base militar, o chefe da junta de Myanmar, Min Aung Hlaing, anunciou nesta semana em meio à votação quem ele prefere que os eleitores apoiem. A declaração ocorreu durante o período eleitoral, quase cinco anos após o golpe que marcou a tomada de poder.
Segundo a mídia estatal, Hlaing sugeriu que os votantes escolham candidatos que possam cooperar com o Tatmadaw. A ideia reforça a tentativa da junta de manter o controle usando as urnas para legitimar uma autoridade civil sob influência militar.
A votação ocorre em duas fases, neste domingo e em 11 de janeiro, em 202 das 330 distritos em que o governo militar controla parcialmente. Dados oficiais apontam que a liderança civil ainda não está garantida e não há confirmação sobre a realização de uma terceira fase.
Contexto e desdobramentos
Analistas afirmam que adquirir legitimidade internacional permanece improvável diante da continuidade do conflito civil. A Liga Nacional para a Democracia, dissolvida, não participa do pleito, que envolve seis partidos, incluindo o USDP, o braço político da junta.
Especialistas destacam que o cenário político atual não é equiparável aos moldes de eleições anteriores. Conflitos armados e resistência civil persistem, o que tende a manter a instabilidade e reduzir o apoio externo à condução apresentada pela junta.
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