Nasry Asfura, candidato conservador do Partido Nacional, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de Honduras após 99,93% das urnas apuradas, com 40,2% dos votos. A contagem ocorreu em meio a críticas sobre o andamento do escrutínio e tensão entre as legendas. O pleito ocorreu no dia 30 de novembro.
No centro da controvérsia esteve o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), visto como dividido entre os três principais partidos: Liberal, Nacional e Liberal. A demora na divulgação dos resultados alimentou desconfianças e exigências de transparência por parte das campanhas.
A proximidade da proclamacão ocorreu sob pressão internacional, com observadores cobrando o encerramento do escrutínio voto a voto de milhares de atas contestadas. O objetivo era esclarecer o resultado e evitar maiores abalos à ordem pública.
Nasralla, candidato liberal, acusou fraude e pediu a revisão de urnas, afirmando que havia mais de 2 milhões de votos não revisados em quase 10 mil urnas. A campanha enfatizou a necessidade de conferir todas as atas para assegurar a legitimidade do resultado.
Agradecimentos públicos de Asfura ao CNE vieram após a proclamação, com ele afirmando estar pronto para governar e não decepcionar o país. O pronunciamento ocorreu em meio a declarações de apoio de membros do Partido Nacional e críticas de opositores por parte do CNE.
Por sua vez, o CNE viu-se envolvido em disputas internas entre seus conselheiros, com denuncias de irregularidades durante a contagem. A presidente do órgão, Ana Paola Hall, e a assessora Cossette López, do Partido Liberal, ressaltaram resistência a pressões externas e a necessidade de seguir o processo legal.
Entre denúncias e protestos, observadores internacionais, incluindo a Organização dos Estados Americanos, exigiram agilizar o escrutínio e concluir a contagem com transparência. Autores de pedidos de apuração ressaltaram que o país merece um resultado inequívoco e confiável.
O pleito de Honduras, marcado por lentidão, interrupções e alegações de fraude, manteve a atenção internacional até o desfecho. A disputa seguinte envolve confirmar a autoridade do vencedor e a continuidade institucional do país, sem descurar da legalidade eleitoral.
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