Imran Ahmed, CEO do Centro de Combate ao Discurso Digital (CCDH), afirma estar alvo de empresas de tecnologia por buscar responsabilização. Ele foi informado de possível deportação dos EUA, segundo o Guardian.
Constrangimentos migratórios atingem cinco nacionais europeus, incluindo Ahmed, por pressões para censurar ou suprimir pontos de vista americanos, segundo o Departamento de Estado. Ahmed vive em Washington DC com a mulher e a filha.
Ahmed recebeu, na noite de quinta, uma ordem de restrição temporária para impedir qualquer remoção ou detenção, conforme decisão de um tribunal local. O ministro acredita ter sido escolhido por seu trabalho de transparência sobre plataformas sociais e IA.
Medidas de restrição e acusações
O Departamento de Estado informou que, além de Ahmed, Thierry Breton, ex-comissário europeu, também teve visto negado. Os cinco são acusados de liderar esforços para coagir plataformas a censurar conteúdos contrários a determinadas visões.
Sarah Rogers, funcionária do Departamento, publicou que quem passa a vida promovendo censura de discurso americano não é bem-vindo no país. Organizações de defesa europeias veem as sanções como parte de um debate sobre regras de desinformação.
Ahmed afirmou não ter recebido notificações formais ainda e garante confiança nos direitos constitucionais. O próximo depoimento está marcado para segunda-feira, com a expectativa de confirmar a ordem de proteção.
Ahmed destacou que o caso não é político, ressaltando que o CCDH já colaborou com administrações anteriores e pode atuar novamente se solicitado. O grupo continua monitorando plataformas e conteúdos geridos por IA.
O CCDH já criticou o uso de plataformas por Elon Musk e, em relatos, apontou riscos de conteúdos de ódio desde a aquisição de X. O movimento também publicou estudos sobre respostas de IA a questões sensíveis.
Ahmed disse ainda que a situação mostra a pressão sobre regulamentação de tecnologia e discurso público. Ele reforçou que a batalha é por responsabilização de grandes empresas, sem juízo de valor político.
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