More de 3 mil migrantes morreram ao tentar chegar à Espanha por mar no último ano, segundo um relatório recente. Entre janeiro e 15 de dezembro de 2025, 3.090 pessoas perderam a vida, incluindo 192 mulheres e 437 crianças.
Os dados apontam que a queda de fatalidades decorre de controles migratórios mais rígidos, sobretudo em Mauritânia, que assinou um acordo de migração com a UE em 2024 no valor de 210 milhões de euros. Apesar disso, houve aumento de naufrágios e de embarcações desaparecidas.
O relatório da Caminando Fronteras registra ainda 303 naufrágios, com até 70 barcos sem vestígios. Observa-se ênfase maior no trajeto perigoso Algeria-Balearos, ao passo que a rota Atlântica para as Canárias continua entre as mais letais, com 1.906 mortes neste ano.
Mudanças nas rotas e fluxos migratórios
O Ministério do Interior da Espanha aponta que 35.935 migrantes irregulares chegaram por mar e terra até 15 de dezembro, ante 60.311 no mesmo período de 2024, indicando redução geral. A diminuição está associada a políticas de controle mais rígidas em pontos-chave.
Pesquisa de direitos humanos aponta acusações contra autoridades mauritanianas de abusos contra migrantes africanos, o que o governo nega. O relatório também ressalta que a resposta institucional a emergências no mar continua aquém do ideal.
Perspectivas e contextos regionais
O estudo destaca a emergência de uma nova rota, de Guiné para as Canárias, com cerca de 2.200 km, além das rotas já existentes. A autora Helena Maleno afirma que políticas de austeridade para migrantes contribuem para situações de risco.
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