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Ataque a tiros mata um e deixa quatro feridos nos arredores de Paris

Procuradoria investiga o caso como possível atentado terrorista; crime ocorre em meio a onda de protestos no país

Policiais franceses diante de uma área isolada por fita vermelha e branca. No centro, um agente de colete com a inscrição “Police Scientifique” está de costas, enquanto outro, agachado, de máscara e luvas azuis, recolhe vestígios do chão segurando um envelope de papel. Ao fundo, há um carro cinza e uma parede escura com pichação.
Peritos da polícia examinam posto de combustível em Trappes, onde um homem abriu fogo de dentro do carro (Crédito: Dimitar Dilkoff/AFP)

A Procuradoria Nacional Antiterrorista da França abriu uma investigação sobre um tiroteio que matou uma pessoa e feriu outras quatro nos arredores de Paris nesta sexta-feira (23). O caso é tratado como um possível ataque terrorista.

O tiroteio atingiu Trappes, a oeste da capital francesa, e a cidade vizinha de La Verrière. Segundo os promotores, o inquérito apura “assassinato em conexão com uma empreitada terrorista”.

Paris adota novo toque de recolher até segunda (26) em áreas centrais

O caso ocorre em meio a uma onda de protestos contra o alto custo de vida na França. No último sábado (17), as manifestações reuniram cerca de 550 mil pessoas em todo o país, segundo o Ministério do Interior, e terminaram com confrontos e saques. Uma central sindical estima 800 mil participantes.

Em Paris, a polícia decretou toque de recolher na Praça da República e em Les Halles, área comercial do centro da cidade onde se concentraram os distúrbios. A medida, em vigor desde a noite de segunda-feira (19), foi prorrogada até a manhã da próxima segunda-feira (26) e vale diariamente das 23h às 6h.

Macron diz que protestos considerados “ilegítimos” serão proibidos na França

Novos atos estão marcados para este sábado (24), e o governo anunciou que militares vão reforçar a segurança. Na quinta-feira (22), o presidente Emmanuel Macron declarou que protestos considerados “ilegítimos” serão proibidos nos próximos dias. Para as manifestações convocadas por grupos organizados, como os sindicatos, o governo vai sugerir trajetos alternativos para proteger o comércio.

De acordo com balanço do ministro da Justiça, Gérald Darmanin, divulgado na quarta-feira (21), cerca de 2.500 pessoas foram detidas, e 174 acabaram presas. As autoridades também investigam a morte de dois homens perto dos locais dos confrontos, mas não há suspeita de envolvimento de terceiros até o momento.

*Com informações da AFP e da Reuters

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