O primeiro-ministro polonês Donald Tusk afirmou que a paz na Ucrânia poderia acontecer em semanas, após encontros com líderes europeus, Canadá e a OTAN, nesta terça-feira em Varsóvia. A declaração ocorreu mesmo diante de declarações do Kremlin sobre endurecer a posição de negociações.
Tusk ressaltou que há esperanças de que o conflito possa terminar em curto prazo, mas enfatizou que isso continua sendo uma expectativa, não uma certeza. Segundo ele, até janeiro é necessário definir o futuro da Ucrânia e da região.
O premiê sugeriu que garantias de segurança apresentadas pelos Estados Unidos são um elemento de otimismo, ressaltando que a Ucrânia precisará negociar limites territoriais para avançar.
Interessados no andamento do conflito acompanham as negociações, com foco em questões-chave como o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente sob controle russo, e o destino da região de Donbas.
Enquanto isso, o presidente dos EUA afirmou, após conversas com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, que se aproximariam de um acordo para encerrar a guerra, ainda que surjam obstáculos difíceis.
Zelenskiy também indicou que o controle da Zaporizhzhia e o desfecho de Donbas permanecem em aberto, sem acordo sobre quem decidirá o futuro dessas áreas. Washington propõe uma zona econômica livre se tropas forem recolhidas.
A Reuters informou que as negociações continuam com resistência de ambos os lados, enquanto a comunidade internacional acompanha possíveis acordos estratégicos. O status de novos pactos ainda depende de avanços em questões territoriais.
Fonte: Reuters. Redação em Varsóvia reportou os desdobramentos, com atualização contínua sobre o andamento das negociações.
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