O incêndio no Le Constellation, em Crans-Montana, Ce sou norte da Suíça, deixou cerca de 40 mortos e 80 feridos graves, entre turistas jovens que celebravam a virada do ano. O fogo atingiu o clube na madrugada de sexta-feira, após uso de bebidas espumantes perto do teto. Equipes de resgate trabalham no local para identificar vítimas e apurar as causas.
O grupo de 15 jovens italianos, vindos de Milão, era parte das comemorações. Oito conseguiram escapar, e três estão entre os feridos gravemente. Dois dos mais velhos, Marco, 20, e Gabriele, 18, haviam planejado entrar no bar após a meia-noite, mas mudaram de ideia.
Até a sexta-feira, 113 das 119 pessoas feridas tinham sido identificadas. Entre os feridos, há suíços, franceses, italianos, sérbios e pessoas de outros países. As autoridades ressaltam que a identificação pode levar dias devido às queimaduras.
Achille Barosi e Chiara Costanzo, ambos com 16 anos, estavam entre os jovens ainda desaparecidos ao fim da tarde de sexta. Familiares seguem em busca de informações e recorrem a DNA e notificações oficiais para confirmar o paradeiro.
A identificação de vítimas mortas já começou. Um jovem italiano, Emanuele Galeppini, 17, foi anunciado como falecido pela Federação de Golfe da Itália; a família aguarda confirmação por DNA, segundo o tio da vítima.
A procuradoria estadual indicou que a origem do incêndio pode ter envolvido sparklers dentro de garrafas de champanhe colocadas muito próximas ao teto. A promotoria analisa vídeos e ouve testemunhas. Técnicos também examinam o material isolante do teto.
As autoridades destacaram que a identificação de mortos e de feridos pode exigir tempo. Nos dias seguintes, equipes trabalham para confirmar nacionalidades entre os feridos, com registros de suíços, franceses, italianos e de outras nações.
Crans-Montana vive luto coletivo. Moradores descrevem surpresa e tristeza diante da tragédia, em uma região acostumada a receber turistas de alto nível. Familiares de vítimas relatam angústia e esperam por informações oficiais.
Representantes de escolas e familiares de jovens ausentes reforçam o apelo por informações. Além de Achille e Chiara, outros nomes aparecem em redes sociais e comunicados de familiares que buscam notícias sobre o paradeiro de amigos que estavam no local.
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