Donald Trump afirmou que grandes majors norte-americanas devem investir bilhões para reconstruir a infraestrutura da indústria de petróleo venezuelana após a possível saída de Nicolás Maduro. Segundo o ex-presidente, o objetivo é elevar a produção e retomar atividades de venda internacional; a reentrada dependeria de leis e compensações.
A notícia não traz confirmação de empresas. Chevron, hoje a única operando plenamente na Venezuela, afirmou seguir leis e regulações. ExxonMobil não respondeu a pedidos de comentário. ConocoPhillips informou que monitora a situação e que seria prematuro specular sobre investimentos futuros.
Contexto histórico aponta que a Venezuela nacionalizou o petróleo há cerca de cinco décadas e já cedeu parte de operações a empresas privadas em 2007. ExxonMobil e ConocoPhillips disputaram compensação por perdas em disputas internacionais, obtendo bilhões em acordos, ainda sem quitação integral.
Reação das empresas
Chevron reforçou o compromisso com a segurança de seus funcionários e com a integridade de ativos, mantendo operações em conformidade com a lei. As demais duas companhias permaneceram em silêncio ou avaliaram o cenário antes de comentar.
Especialistas veem o retorno de investimentos privados como desafiador. Estima-se que recuperar a produção de 1 milhão de barris por dia para patamares de antes exija investimentos de dezenas de bilhões de dólares, segundo fontes do setor.
Especialistas citados destacam que o ambiente político e a sanção econômica dos EUA complicam decisões. A possibilidade de acordo de compensação por ativos expropriados também é citada como condição para qualquer retorno de grandes grupos.
Venezuela detém grande parte das reservas globais, mas a produção atual é significativamente inferior ao auge. Analistas indicam que, mesmo com investimentos, chegar a níveis históricos dependeria de estabilidade econômica, regulação previsível e controle de riscos.
Mercado global de petróleo vive momento de oferta elevada, o que influencia decisões corporativas. A disposição de grandes empresas de atuar no país dependerá de condições estáveis, segurança jurídica e retorno financeiro claro, segundo avaliações de consultorias.
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