Após uma semana de protestos, o governo do Irã anunciou medidas para atenuar o custo de vida. A inflação anual chegou a 52% e a desvalorização da moeda intensifica o descontentamento popular.
O governo informou que distribuirá um subsídio mensal a todos os cidadãos por quatro meses. Cada pessoa receberá o equivalente a 1 milhão de tomans por mês, cerca de 38 reais, creditado para uso em compras de produtos selecionados, conforme informou a porta-voz Fatemeh Mohajerani à TV estatal.
O pacote busca reduzir a pressão econômica sobre a população, segundo o governo. O valor é creditado em contas, permitindo aquisição de itens específicos, conforme as diretrizes apresentadas.
Medidas e contexto econômico
O Irã, com mais de 85 milhões de habitantes, tem salário mínimo próximo de 100 dólares. A renda média mensal fica em torno de 200 dólares, evidenciando o peso da inflação. O uso de cartões é comum para pagamentos diários.
Ao longo de uma semana, protestos ocorreram em dezenas de cidades, com registro de mortes. Até o momento, pelo menos 12 pessoas faleceram, entre civis e membros das forças de segurança, segundo relatos oficiais.
ONGs com base na Noruega, como Hengaw e Iran Human Rights, apontam que a Guarda Revolucionária abriu fogo contra manifestantes no oeste do país, em Ilam, resultando em mortes de civis curdos. As organizações também mencionam dezenas de feridos.
O Itinerário dos protestos abrange ao menos 40 cidades, conforme levantamentos oficiais e da imprensa. O clima de incerteza econômica se soma à repressão, ampliando o cenário de tensão no Irã.
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