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Embaixador brasileiro na ONU: fins não justificam meios na Venezuela

Embaixador Sérgio Danese, na ONU, rejeita fins que justifiquem meios na intervenção dos EUA na Venezuela e alerta para violação do direito internacional

O Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Sérgio Danese, fala sobre a execução do brasileiro Rodrigo Gularte na Indonésia
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Em sessão do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Brasil, Sérgio Danese, afirmou que os fins não justificam os meios na intervenção armada dos EUA na Venezuela. A intervenção resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, ocorrido no último fim de semana. O embaixador destacou que a força não pode ser usada para explorar recursos ou impor mudanças de governo.

Danese argumentou que o Brasil não apoia soluções que criem protetorado ou violação da autodeterminação venezuelana. O embaixador ressaltou a necessidade de ações que respeitem a Constituição venezuelana e o direito internacional, sem abrir espaço para a legitimação de intervenções externas.

Ele também apontou que houve violação da Carta da ONU, indicando que tais atos criam um precedente perigoso para a governança global. O posicionamento do Brasil já havia sido expresso publicamente, reforçando a defesa do multilateralismo e do uso do direito internacional.

Reação do Conselho e riscos ao direito internacional

No discurso, Danese pediu ao Conselho de Segurança atuação com firmeza e respeito ao direito internacional, para evitar que a “lei da força” prevaleça sobre o Estado de Direito. O embaixador defendeu soluções que assegurem a soberania venezuelana e a cooperação entre Estados.

Segundo ele, o enfraquecimento dos mecanismos de governança internacional pode ampliar conflitos armados e desvalorizar normas universais. O Brasil sustenta que as normas entre Estados são obrigatórias e universais, independentemente de alinhamentos políticos.

Contexto regional e impacto

O embaixador destacou que a região da América Latina e do Caribe optou pela paz estável como objetivo compartilhado. Ele classificou a situação como inédita e profundamente alarmante, ressaltando que um ataque à soberania de qualquer país interessa a toda a comunidade internacional.

Danese finalizou reiterando que o Brasil continuará defendendo soluções que preservem a autodeterminação venezuelana dentro da Constituição, sem recorrer a mecanismos de coerção ou intervenção externa. A posição brasileira busca manter o equilíbrio entre soberania nacional e responsabilidade coletiva no sistema internacional.

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