Em uma fala na ONU, os Estados Unidos afirmaram não estar em guerra nem ocupando a Venezuela, ao justificar a operação que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, ocorrido no último sábado em Caracas. Segundo Washington, a ação teve natureza jurídica e não militar, descrita como aplicação da lei com apoio das Forças Armadas.
O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, destacou que a operação mira acusações legais antigas contra Maduro e que o líder venezuelano é apontado como chefe de uma organização criminosa associada ao narcotráfico e ao tráfico de armas, segundo a narrativa norte-americana. A prisão ocorreu em território venezuelano.
Waltz indicou que a ação não se enquadra em ocupação, reforçando que os Estados Unidos prenderam um individuo procurado pela Justiça de seu país e que enfrentará julgamento nos EUA, conforme o devido processo. Ele ainda afirmou que a legitimidade de Maduro não é reconhecida por mais de 50 países, conforme apontou a ONU.
O diplomata comparou o sequestro de Maduro ao caso de Manuel Noriega, Panamá, em 1989, citando precedentes de ações sísmicas de potências na região. Ele afirmou que provas de crimes seriam apresentadas nos processos judiciais.
Waltz criticou a legitimidade de Maduro e questionou o reconhecimento internacional do que chamou de líder ilegítimo, enfatizando que o hemisfério não deve permitir que a Venezuela sirva como base para adversários dos EUA ou como centro de operações de grupos estrangeiros.
O embaixador destacou ainda que o controle venezuelano sobre as maiores reservas de energia do mundo precisa beneficiar o povo local, não oligarcas nem potências externas, e ressaltou a oposição de Washington a qualquer uso da Venezuela como base para atores considerados malignos.
Contexto e reações internacionais
Alguns analistas e organizações privadas mencionadas em debates internacionais contestam a narrativa de que o Cartel de los Soles exista como estrutura única, defendendo que a acusação é usada para justificar intervenção externa. A ONU informou que uma avaliação das eleições de 2024 é tema de controvérsia internacional. Diversos países não reconheceram o resultado das eleições venezuelanas, fortalecendo o tom crítico ao governo local.
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