O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou a ação dos Estados Unidos na Venezuela com incredulidade inicial, seguida de planejamento de uma resposta pública. Duas reuniões de avaliação foram realizadas para definir o tom da nota oficial e os cenários a acompanhar.
A embaixadora do Brasil na Venezuela relatou ao Planalto, ao Itamaraty e à equipe de política externa do presidente que há mortes nas primeiras horas de sábado e danos à infraestrutura ainda não mensurados. Também não estavam claras as intenções de Maduro nem os planos de Trump para a Venezuela.
A procura por informações continuou na residência oficial em Brasília. Lula sinalizou que tentaria diálogo com líderes europeus, como o primeiro-ministro da Espanha e o presidente da França, para entender uma possível reação coordenada da União Europeia. Contudo, ainda não houve resposta unificada.
Contornos da análise e cenários
Segundo fontes do Palácio do Planalto, a presença de uma população armada na Venezuela complica qualquer cenário de intervenção por terra. Estima-se que cerca de 31 milhões de venezuelanos vivem no país, o que eleva o risco de escalada.
A China, principal aliado comercial da Venezuela, e a Rússia aparecem como variáveis cruciais. Perguntas sobre como Trump negocia com Xi e Putin, e em que termos, podem influenciar condições de pressão internacional e o fluxo de reservas de petróleo.
Há dúvidas sobre o impacto da ação dos EUA nas eleições brasileiras, que dependerá do comportamento das plataformas de redes sociais. Também se aponta efeito potencial nas eleições para o Congresso dos EUA, dependendo do sucesso ou fracasso de Trump.
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