Russia apoia posse de interina na Venezuela e encara “ameaças neocoloniais”
A Rússia reagiu nesta terça-feira à nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, classificando a medida como passo para a paz e estabilidade diante de supostas ameaças neocoloniais e agressão estrangeira. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a Venezuela deve definir seu destino sem interferência externa.
O serviço diplomático brasileiro de Moscou reiterou que Moscou continuará prestando apoio necessário para a soberania venezuelana, sem mencionar diretamente os Estados Unidos. A declaração reforçou a solidariedade russa ao povo e ao governo venezuelano.
Trump e ações militares
No fim de semana, o governo dos Estados Unidos informou ter enviado forças especiais para capturar Nicolás Maduro e levá-lo aos EUA, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo. Washington sustenta que Maduro continua a liderar legitimamente o país, segundo seus argumentos jurídicos.
Especialistas destacam que Maduro foi retirado da vida política de países próximos à Rússia nos últimos 12 meses, após a destituição de Bashar al Assad na Síria em 2024. A Rússia vê nessa sequência um redesenho de alianças regionais.
Diálogo com Biden e posição de Putin
Um interlocutor russo afirmou que, se a doutrina Monroe volta a ser defendida pelos EUA, Moscou também reivindica espaço de influência na região. O Kremlin mantém contatos com a administração de Joe Biden para tratar de conflitos na Ucrânia, segundo fontes próximas.
Putin tem adotado postura de evitar críticas diretas a Trump desde seu retorno ao poder. O chefe do Kremlin tem buscado manter relações bilaterais estáveis e ampliar laços econômicos com a Rússia, sem comentar publicamente a remoção de Maduro.
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