O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nesta terça-feira, em Paris, que os Estados Unidos estabeleceram um precedente “terrível e muito perigoso” na Venezuela. Segundo ele, o objetivo de Washington seria apenas promover a mudança de governo e apropriar recursos energéticos.
Sánchez declarou ainda que a Espanha nunca reconheceu o governo de Nicolás Maduro, devido à quebra de regras, à legitimidade questionável da eleição e ao risco de ações militares ilegais que visem tomar o poder e os recursos do país.
A fala de Sánchez ocorreu em meio a episódios diplomáticos envolvendo a Venezuela e a política externa dos EUA, com foco na legitimidade de ações externas em relação a Caracas.
Reações e desdobramentos
O ex-presidente americano Donald Trump afirmou que Maduro estaria por trás de operações ilícitas envolvendo drogas destinadas aos EUA, e que o líder venezuelano estaria no poder de forma ilegítima por suposta fraude eleitoral.
Maduro nega as acusações e representantes de Caracas exigem a libertação do governante, destacando reivindicações sobre o processo eleitoral e a legitimidade de seu governo.
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