At least three pessoas morreram e várias ficaram feridas na cidade de Aleppo, no norte da Síria, segundo a agência oficial SANA, citando o diretor de saúde de Aleppo. O ataque levou a troca de acusações entre forças do governo e as Forças Democráticas Sirianas (SDF). O episódio ocorreu na terça-feira, 6 de janeiro.
O ministério da Defesa sírio afirmou que a SDF manteve a escalada ao mirar posições militares e áreas residenciais em Aleppo. A SDF, por sua vez, negou responsabilidade, dizendo que as vítimas seriam resultado de artilharia e mísseis indiscriminados de facções alinhadas ao governo de Damasco.
Contexto do acordo de integração
O ataque acontece dias após uma reunião entre autoridades da SDF e do governo sírio sobre a implementação de um acordo firmado há quase 10 meses, que visa integrar a região semi-autônoma curda ao governo central. O acordo deveria entrar em vigor até o fim de 2025, mas avança pouco, com cada lado acusando o outro de empurrar o processo.
A SDF teme perder a autonomia, mesmo mantendo controle de prisões ligadas ao Estado Islâmico e de recursos petrolíferos. A integração completa poderia reduzir rupturas históricas, porém falhas nesse processo aumentam o risco de confronto armado que poderia envolver a Turquia, que vê os combatentes curdos como terroristas.
Desdobramentos recentes
No dia 22 de dezembro, forças do governo e a SDF concordaram em uma de-escalada em Aleppo, após uma onda de ataques que deixou ao menos dois civis mortos. O incidente atual coloca novamente em evidência as dificuldades para a implementação do acordo.
As informações são da Reuters, com reportagens de Muhammad Al Gebaly e Menna Alaa El Din.
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