Trump planeja levar o lema drill, baby, drill para a Venezuela, em meio a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A proposta visa ampliar a produção de petróleo venezuelano, o maior reserva conhecido do mundo, segundo estimativas da Energy Institute.
Especialistas alertam que o aumento da produção na Venezuela traria severos impactos climáticos. Eles estimam que chegar a 1,5 milhão de barris por dia, hoje próximo de 1 milhão, geraria cerca de 550 milhões de toneladas de CO2 por ano.
A ideia envolve pressionar o governo interino da Venezuela a flexibilizar leis de participação estatal em projetos de petróleo. Empresas norte-americanas, como Exxon e Chevron, ainda não se manifestaram sobre o investimento necessário para esse plano.
A produção venezuelana, segundo pesquisadores, envolveria extração de crude extrapesado, com maior intensidade de carbono, dificultando processos de refino e aumentando custos. A Orinoco Belt demandaria investimentos elevados para alcançar volumes maiores.
Especialistas destacam que a escalada de produção poderia derrubar ainda mais os preços globais do petróleo e frear o avanço de energias renováveis e de veículos elétricos. A previsão é de que o benefício econômico seja superado por custos climáticos.
O estudo de analistas aponta que o custo para elevar a produção para 2 milhões de barris diários seria de cerca de 110 bilhões de dólares, com retorno dependente de longo prazo e de riscos políticos.
Críticos ressaltam que a intervenção pode agravar tensões internacionais e prejudicar a credibilidade econômica da Venezuela, além de impactar negociações com outros países e setores. A avaliação é de que a memória histórica de dependência externa complica o cenário.
Conforme avaliação do jornalismo internacional, o efeito líquido dessa estratégia seria negativo para o clima global, ainda que possa gerar ganhos pontuais para a economia venezuelana. Organizações ambientais chamam atenção para os riscos a populações e ecossistemas.
Apesar das incertezas, o tema permanece em debate, com diferentes perspectivas sobre a viabilidade financeira, o cronograma de implementação e os impactos ambientais. A situação é acompanhada por governos e mercados internacionais.
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