A China anunciou um novo conjunto de regras para o comércio eletrônico, com o objetivo de conter práticas abusivas entre plataformas como Alibaba, JD.com e Meituan. A medida foi divulgada pela Administração Estatal de Regulação do Mercado, em parceria com a Administração do Ciberespaço da China, nesta quarta-feira.
As regras entram em vigor em fevereiro e visam reduzir descontos forçados, pressão sobre pequenos comerciantes e guerras de subsídios bilionários, segundo a Bloomberg. O esforço se insere no movimento de maior escrutínio ao varejo digital nos últimos dois anos.
Ações das empresas do setor reagiram negativamente, com queda de até 4,2% em Hong Kong para a Alibaba, e efeitos similares para JD.com, Meituan e a plataforma Kuaishou. Investidores avaliam impactos sobre estratégias de crescimento apoiadas em subsídios.
Novas diretrizes para plataformas e influenciadores
As normas proíbem coação de vendedores para participação em promoções, buscando evitar distorção de mercado e prejuízos à sustentabilidade do ecossistema online. Também há novas regras de proteção de consumidores e dados dos usuários.
Separadamente, outra linha normativa aumenta a fiscalização sobre influenciadores digitais. Regras específicas impedem declarações falsas ou enganosas na promoção de produtos, segundo as autoridades reguladoras.
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