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Cuba retoma energia em parte da ilha após 24 horas de apagão

Usinas perto de Havana voltaram a funcionar durante a manhã, mas parte da ilha segue sem energia

A ilha, de 9,4 milhões de habitantes, sofre apagões constantes devido ao estado obsoleto de suas usinas termelétricas (JF Martin/Unsplash)
Após uma falha geral na rede elétrica de Cuba ter causado o sétimo apagão de 2026, o fornecimento de energia começa a ser restabelecido gradualmente na ilha. Nas redes sociais, o Ministério de Energia e Minas (MINEM) atualizou neste sábado (19) o status de religamento do sistema.
Segundo a pasta, o ciclo combinado de Boca Jaruco já opera de forma estável, englobando cinco unidades movidas a gás natural. Também geram energia de forma contínua duas unidades da Central Termoelétrica (CTE) Máximo Gómez, em Mariel — a cerca de 40 km da capital, Havana —, e duas da CTE Ernesto Guevara de la Serna, em Santa Cruz.
O MINEM informou ainda que duas unidades da CTE Céspedes estão em fase de inicialização e que o sistema elétrico nacional (SEN) já encontra-se conectado no trecho que vai da província de Pinar del Río até Nuevitas.

O apagão atingiu primeiro cinco províncias no leste de Cuba, incluindo Havana, e depois se espalhou para o resto do país. A concessionária estatal informou que 48% dos clientes da capital já tinham energia. No apagão em agosto, a empresa levou 36 horas para restabelecer a energia no país.

Apagão como realidade cubana

Apesar do avanço, o processo de retomada continua e parte da ilha segue sem luz após quase 24 horas de apagão. A ilha, de 9,4 milhões de habitantes, sofre blecautes constantes devido ao estado obsoleto de suas usinas termelétricas.
A situação se agravou desde janeiro, com restrições à compra de combustível por parte dos Estados Unidos.
O bloqueio petroleiro imposto por Washington dificulta o fornecimento de insumos a essas usinas e aos geradores de apoio, que costumam funcionar com diesel importado.
Nas últimas semanas, a crise energética piorou de forma drástica: os apagões se prolongaram por mais de 30 horas na capital, enquanto outras províncias chegaram a somar mais de 60 horas consecutivas no escuro.

(Com informações da AFP)

 

 

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