A operação militar dos EUA para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro provocou reação acirrada em Washington, com as forças republicanas celebrando o movimento e os democratas criticando a violação das prerrogativas do Congresso. O governo classificou a ação como uma operação de aplicação da lei para trazer Maduro aos EUA e enfrentar acusações de tráfico de drogas, não um golpe de Estado.
Apesar de não terem ocorrido fatalidades americanas, houve relatos de mortes entre civis cubanos e venezuelanos ligados à operação, conforme informações não verificadas de fontes oficiais. O governo dos EUA afirma que as ações visaram desmantelar redes de narcoterrorismo no Caribe e no Pacífico Oriental, mantendo que não houve intenção de mudar o regime venezuelano.
Senadores democratas já sinalizaram a intenção de ofertar uma nova votação sobre o War Powers Act, buscando limitar operações militares não autorizadas pelo Congresso. A expectativa é que a votação ocorra em breve, ainda que não haja consenso suficiente para avançar no Senado.
Na prática, a Câmara e o Senado discutem se houve ou não violação das prerrogativas legislativas. O lido oficial com a descrição da operação foi apresentado ao Gang of Eight em briefing secreto realizado na segunda-feira à noite, com participação de representantes do Executivo e de secretarias de Defesa e Relações Exteriores.
Entre republicanos, líderes defendem que a captura de Maduro não configura golpe, mas uma operação de cumprimento da lei que resulta na imputação de crimes no sistema judicial dos EUA. Eles argumentam que a presença de Maduro nos EUA ajuda a impedir que ele conduza a Venezuela e a permitir futuras mudanças de comportamento do governo venezuelano.
Alguns parlamentares democratas questionaram a transparência do governo, citando a necessidade de informações mais detalhadas sobre o planejamento e a notificação prévia a autoridades de inteligência. O tema também envolve debates sobre financiamento de defesa e restrições a ações não autorizadas no Caribe e na Venezuela.
Em meio aos desdobramentos, a oposição acordou manter a vigilância sobre a atuação do Executivo e preparar medidas para o orçamento de defesa de 2026. A expectativa é de novos briefings ao longo da semana para esclarecer planos de governança na Venezuela após a captura de Maduro.
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