Estados Unidos apreenderam dois petroleiros sob sanções, um interceptado no Atlântico Norte e outro no Caribe. As ações estão ligadas ao bloqueio norte‑americano à Venezuela, segundo fontes militares e do Tesouro.
O petroleiro interceptado no Caribe foi anunciado pelo Comando Sul. O segundo navio, no Atlântico Norte, foi detido perto da Islândia após dias de perseguição, conforme confirmação do Comando Europeu dos EUA. Ambos estavam vinculados a sanções.
O bloqueio ao petróleo venezuelano continua em vigor, segundo autoridades americanas, com aplicação em qualquer área marítima. O Tesouro mantém listas de embarcações sujeitas a apreensão por vínculos com Venezuela, Rússia e Irã.
Operação e contexto
A ofensiva contra navios vinculados à Venezuela aumentou desde setembro, com ações diretas contra embarcações suspeitas de tráfico. Aproximadamente 30 ataques foram relatados, com vítimas e danos em escala regional.
Trump anunciou o início do bloqueio ao petróleo venezuelano em dezembro. Caracas classificou as apreensões como interferência. O governo venezuelano foi acusado de violar a soberania pela atuação militar.
A Chevron opera na Venezuela com permissão especial que autoriza atividades isentas de sanções. O governo americano afirmou que controla parte das operações de petróleo venezuelano, incluindo futuras vendas.
Reação internacional
O governo russo criticou as ações, citando a liberdade de navegação prevista pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Moscou destacou que navios registrados sob jurisdição estrangeira não podem ser alvo sem base legal.
A China expressou preocupação com o bloqueio e com as consequências para o fluxo de petróleo venezuelano, que historicamente recebe parte relevante de suas importações.
Delcy Rodríguez, presidenta interina da Venezuela, disse que coopera com os Estados Unidos, em meio a incertezas sobre eventual entrega de petróleo e base legal para a operação. O tema impactou o mercado global de energia.
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