O governo dos Estados Unidos prendeu o presidente Nicolás Maduro; ele está detido em Nova York. O país enfrenta incerteza sobre o futuro político, com a força armada como variável decisiva para quem chegar ao poder. A capacidade de governar dependerá de como Civis e militares se relacionarão após Maduro.
A presença das Forças Armadas na vida política vem desde antes de Maduro, e o potencial de golpe ou de influência sobre governos civis persiste. Transformar as relações civil-mmilitar é crucial para a estabilidade democrática a longo prazo, segundo especialistas.
A operação de 3 de janeiro expôs falhas operacionais das forças venezuelanas. O aparato de segurança pessoal do presidente incluiu militares cubanos, e 32 deles foram mortos na ação. A esquadra aérea e o Exército não impediram a incursão de helicópteros norte-americanos e a destruição de sistemas de defesa russa.
História de uma fusão entre governo e instituição militar
A afinidade entre partido e forças armadas não surgiu com Maduro, mas remonta ao sistema Puntofijo, anterior a Chávez. A década de 1958 trouxe um pacto de poder que permitiu à elite conservar controle sobre segurança e orçamento. A profissionalização ficou diluída pela lealdade política.
Os coups de 1988 e 1992 revelaram falhas profundas. Oficiais médios lideraram as ações, com consequências para a supervisão civil. Aizer missão de órgãos civis foi reduzida, e a defesa ficou sob controle político, com impactos duradouros na governabilidade.
O regime atual consolidou um modelo de lealdade por promoções, corrupção e forças como a Milícia Bolivariana. O total de generais e almirantes chegou a números elevados para o tamanho da Marinha e do Exército, evidenciando distorções de comando e controle.
Caminhos para uma relação civil-militar mais estável
Analistas defendem que a autoridade civil volte a decidir recursos e políticas-chave, com Ministério da Defesa sob comando civil e menos influência de oficiais de alta patente. A formação de especialistas civis em defesa e think tanks também é apontada como essencial.
Uma via prática é estabelecer limites legais para as decisões dos militares e ampliar os mecanismos de controle parlamentar e orçamento. Educação em direitos humanos e capacidade de atuação com autoridades civis locais aparecem como pilares de uma relação mais saudável.
A cooperação internacional pode contribuir. A participação de membros de universidades e profissionais norte-americanos pode ajudar a desenhar leis e regulações, além de treinar civis em assuntos militares. O reforço do Programa de Parcerias Estatais da Guarda Nacional é citado como possível mecanismo de apoio.
Perspectiva de estabilidade a longo prazo
A construção de relações democráticas entre civis e militares envolve mudanças estruturais e culturais. O objetivo é evitar instrumentalização do Exército e da polícia, assegurando soberania civil sobre a defesa e políticas externas. O processo exige tempo e consenso entre líderes civis e militares.
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