A Alemanha reagiu pela primeira vez de forma direta à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A crítica veio em 7 de fevereiro, cinco dias após a captura de Nicolás Maduro. O governo alemão afirmou que Washington não demonstrou, de modo convincente, que suas ações respeitam o direito internacional. O comentário foi feito por meio do porta-voz Stefan Kornelius.
Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, Washington sustentou que a prisão de Maduro visou cumprir a lei dos EUA e combater o narcotráfico, além de afirmar que o líder venezuelano não governava de forma legítima. O porta-voz alemão ressaltou apenas que é difícil analisar juridicamente a detenção.
A posição de Merz e a reação interna
O chanceler Friedrich Merz enfrenta pressão de aliados para se posicionar de forma mais explícita. Inicialmente, ele descreveu a questão como complexa, evitando condenar os EUA publicamente. Em declarações, destacou a necessidade de uma transição política ordenada na Venezuela, respeitando o direito internacional.
Outra leitura pública da governo reiterou que todos, incluindo os EUA, devem respeitar o direito internacional. O porta-voz Sebastian Hille citou Maduro como responsável por conduzir o país a situações perigosas e afirmou que a ONU descreveu direitos humanos na Venezuela como muito críticos.
Críticas de partidos e debate sobre legitimidade
Políticos da oposição e de partidos de centro-direita criticaram a postura do governo, entendendo-a insuficiente. Verdes argumentaram ser necessária uma condenação clara, enquanto o SPD apontou prejuízos à ordem internacional. O AfD elogiou a intervenção, classificando-a como realinhamento político.
No parlamento, o governo manteve o foco na defesa de uma transição democrática na Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores ressaltou o direito dos venezuelanos a um futuro livre e democrático e mencionou participação em reuniões internacionais sobre o tema.
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