O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia enviar militantes à Venezuela após a intervenção dos EUA no país, ocorrida no último fim de semana. Segundo o MST, a medida visa reforçar ações em defesa do governo venezuelano e do povo local, com o que a organização chama de relação de solidariedade.
O MST afirma que militantes já atuam na Venezuela há mais de 20 anos, com foco na agricultura familiar. A nota divulgada nesta quarta-feira 7 informa que a missão pode ganhar continuidade diante da nova conjuntura, atendendo às necessidades emergentes do povo venezuelano.
João Pedro Stedile, fundador do MST, reagiu nas redes sociais à invasão norte-americana e pediu a atuação da comunidade internacional e a libertação de Maduro. As autoridades dos EUA acusam Maduro de conspiração para narcoterrorismo e de crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de armamentos.
Na segunda-feira 5, o MST realizou protestos em diversas capitais do Brasil contra a ofensiva promovida pela administração de Donald Trump. As manifestações enfatizaram a posição do movimento de solidariedade à Venezuela.
Contexto regional
Segundo o MST, a presença de militantes na Venezuela já ocorre há décadas, com atuação voltada a projetos de desenvolvimento da agricultura familiar. A organização afirma manter contato com comunidades locais e ressalta a busca por apoio humano e político.
A situação venezuelana tem ganhado atenção internacional devido às acusações dos EUA sobre atividades ilícitas associadas ao governo de Maduro. Entidades internacionais têm pedido cautela e respeito à soberania venezuelana, enquanto observadores avaliam impactos sociais na população.
Repercussos internos
Os protestos realizados no Brasil buscaram mobilizar apoio a causas de interesse venezuelano e pressionar governos a adotarem posturas diplomáticas. O MST destaca a importância de ações solidárias sem papel de confrontos ou agressões, mantendo o foco nas necessidades do povo venezuelano.
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