A ONU acusou Israel de intensificar a discriminação e a segregação contra palestinos na Cisjordânia, pedindo o fim de um suposto sistema de apartheid. O relatório do escritório de direitos humanos aponta deterioração da situação nos territórios ocupados.
Segundo o documento, a discriminação é sistemática e afeta acesso à água, educação, saúde, visitas a familiares e coleta de azeitonas. O chefe do escritório, Volker Türk, classifica a situação como grave, semelhante a regimes de segregação já vistos.
A entidade sustenta que colonos israelenses e palestinos residindo na Cisjordânia ficam sob dois sistemas legais distintos, gerando tratamento desigual. Também aponta confiscos de terras, restrições de recursos e julgamentos em tribunais militares.
A ONU afirma que a violência de colonos tem aumentado, com suposta aquiescência ou apoio de forças de segurança de Israel. A organização diz que mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na região desde 1967.
Dados oficiais indicam que, desde outubro de 2023, mais de mil palestinos foram mortos por tropas e colonos na Cisjordânia, enquanto pelo menos 44 israelenses morreram em ataques ou operações no mesmo período.
O relatório cita o contexto da atual crise, incluindo o impacto da guerra em Gaza e a escalada de violência. O documento sustenta que o uso da força aumentou e que houve detenções arbitrárias e violações de direitos legais.
Conforme a ONU, o aumento de assentamentos e a persistência de políticas de segregação teriam potencial de tornar permanente a subordinação entre as comunidades. O texto reforça a necessidade de revogação de leis e práticas discriminatórias com base em raça, religião ou origem étnica.
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