O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou nesta quarta-feira um plano em três etapas para a Venezuela. A proposta surge quatro dias após ações norte-americanas contra o governo de Nicolás Maduro e a prisão da primeira-dama, Cilia Flores. Na semana anterior, Delcy Rodríguez passou a chefiar o Palácio de Miraflores.
Rubio afirmou que o plano não é improvisado, apesar de não detalhar cada etapa. A primeira fase seria estabilizar o país, com a apreensão e venda de entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo. O governo americano manteria o controle sobre a renda obtida com o petróleo.
A segunda etapa previa assegurar que empresas norte-americanas e ocidentais tenham acesso justo ao mercado venezuelano. A terceira etapa, referida como transição, não teve implementação descrita pelo chanceler. As autoridades dizem buscar uma reconciliação nacional para o retorno da normalidade institucional.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicou que Washington pretende ditar as decisões no país vizinho, citando influência sobre as autoridades interinas. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que as vendas de petróleo venezuelano ficariam sob controle americano de forma indefinida.
A reação no Senado foi rápida. O senador democrata Chris Murphy classificou o plano como insano, afirmando que envolve o saque de petróleo venezuelano por período prolongado para pressão externa. A crítica destacou a gravidade da proposta para o país latino-americano.
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