O avião venezuelano que fará a coleta de doações para pacientes que precisam de diálise chegará ao Brasil nesta sexta-feira, 9 de janeiro, ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A aeronave buscará insumos médicos e medicamentos no país, em resposta a uma crise regional de saúde. A ação é liderada pelo Ministério da Saúde do Brasil e ocorre com apoio de organizações internacionais e de hospitais.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a operação visa atender cerca de 16.000 venezuelanos que correm risco de desabastecimento após a destruição de um centro de distribuição de insumos durante intervenção bélica. A logística tem coordenação da Organização Mundial de Saúde, com reunião de insumos desde o último domingo.
A doação foi organizada junto a hospitais universitários e entidades filantrópicas, e não deve impactar o atendimento do SUS aos pacientes brasileiros. Todo o material já está concentrado no galpão do Ministério da Saúde em Guarulhos, com aproximadamente 300 toneladas reunidas para envio.
Envolvimento internacional e apoio regional
A iniciativa surge da solidariedade sanitária entre os países vizinhos. Padilha afirmou que, sem ajuda, o Brasil teme impactos caso haja colapso no tratamento de pacientes renais na Venezuela. O gesto também é visto como retribuição pela assistência recebida pela Venezuela durante a pandemia de Covid-19, quando o país doou oxigênio ao Brasil.
O ministro informou que a ação conta com a participação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) e já conta com o envio de insumos adicionais caso haja disponibilidade no Brasil. Em carta enviada à ministra venezuelana Magaly Gutiérrez, Padilha confirmou o envio dos insumos e reiterou que o fornecimento não afetará o atendimento a cerca de 170 mil brasileiros que realizam diálise gratuitamente pelo SUS.
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