O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dialogou nesta quinta-feira com líderes de Colômbia, Canadá e México sobre a intervenção militar dos EUA na Venezuela, ocorrida no dia 3. A operação resultou na destituição de Nicolás Maduro, acusado de crimes relacionados ao narcotráfico.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula e o colombiano Gustavo Petro ressaltaram a preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, violando a soberania e o direito internacional. Também houve menção a um possível precedente perigoso para a região e para a ordem global.
Em conversa com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, o governo brasileiro destacou a necessidade de reformas nas instituições de governança global e criticou a ação sem amparo na Carta das Nações Unidas.
O Brasil afirmou que Lula e Carney condenaram o uso da força sem base no direito internacional. O Planalto informou que ambos apoiaram a intensificação de negociações comerciais entre o Mercosul e o Canadá.
Lula manteve diálogo com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, repudiando ataques à soberania venezuelana e rejeitando visões que impliquem em novas zonas de influência. Os três acordaram manter o multilateralismo e o livre-comércio.
Cooperação regional e agenda bilateral
A reunião também abriu caminho para cooperação no combate à violência contra a mulher, segundo o governo brasileiro. Lula convidou Sheinbaum para visitar o Brasil, com data a combinar entre as chancelarias.
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