Um adolescente da região de New South Wales, na Austrália, foi acusado de realizar chamadas falsas relatando tiroteios em massa em varejistas e instituições educacionais dos Estados Unidos, segundo a polícia na terça-feira.
A investigação da Polícia Federal Australiana (AFP) teve início após informações da FBI sobre um membro baseado na Austrália de uma rede criminosa online ligado a hoaxes de “swatting”. No mês passado, a polícia cumpriu mandado de busca na residência do jovem e apreendeu vários dispositivos eletrônicos e uma arma de fogo proibida.
Ele responde a 12 acusações de violações de telecomunicações, por supostamente realizar várias chamadas falsas aos serviços de emergência alegando tiroteios em instituições norte-americanas. Além disso, enfrenta uma acusação de posse não autorizada de uma arma proibida.
“Este caso evidencia que, mesmo diante da distância, ações de jovens podem causar alarmes generalizados e impactos financeiros relevantes para terceiros”, afirmou Graeme Marshall, subcomissário interino da AFP. Ele ressaltou que crimes assim costumam envolver menores de 11 a 25 anos em busca de status online.
Jason Kaplan, diretor assistente da Divisão de Operações Internacionais do FBI, descreveu o swatting como crime perigoso que coloca vidas em risco e consome recursos de emergência. Kaplan destaca a cooperação entre autoridades, parceiros internacionais e setor privado para responsabilizar autores.
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