O ataque russo à infraestrutura de energia de Kyiv no dia 9 de janeiro causou apagões profundos, rivalizando com os dias iniciais da guerra. A ofensiva buscava interromper o fornecimento elétrico na capital ucraniana, segundo a Ukrenergo, empresa estatal de rede.
No centro da história está Kyiv, especialmente a margem esquerda do Dnipro, onde grande parte das subestações foi atingida. A cidade ficou sem energia, com 70% de seus domicílios afetados poucas horas após as explosões, conforme relata a Ukrenergo.
Entre as vítimas diretas, famílias enfrentaram o frio extremo. Tetiana Shkred, mãe de dois filhos, descreveu noites sem água nem aquecimento, dependentes de energia para cozinhar e manter equipamentos críticos. Muitos moradores recorreram a abrigos, aquecedores e suprimentos básicos.
Essa ofensiva segue uma série de ataques concentrados na infraestrutura energética, que impactaram também Odessa, Dnipro e Zaporizhzhia nos últimos dias. A previsão climática entorno de Kyiv agravou a necessidade de aquecimento, já restrito pela escassez de peças de reposição.
Vozes locais relatam a continuidade de cortes intermitentes mesmo em áreas com melhor estabilidade elétrica. Pequenos comércios e serviços públicos foram forçados a fechar temporariamente, e muitos residentes dependem de soluções improvisadas para aquecer ambientes e manter atividades básicas.
Em áreas afetadas, autoridades estabeleceram pontos de aquecimento com suprimentos alimentares. Moradores descrevem condições de moradia precárias, com prédios antigos que perdem rapidamente o calor mesmo com roupas e cobertores extras.
O objetivo declarado pelos agentes russos, segundo autoridades ucranianas, seria desorganizar a cidade e forçar movimentos de moradores para áreas menos vulneráveis. Com a escalada da crise, a situação energética permanece instável e sujeita a novas interrupções.
Observa-se que a intensidade dos ataques eleva o risco de novos desabastecimentos, conforme autoridades locais e equipes técnicas. A situação permanece sob monitoramento, sem mudanças significativas na rede elétrica até o momento. Fonte: Guardian.
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