O Benim lançou um programa de cidadania para a diáspora africana, com apoio do cineasta Spike Lee. A iniciativa, chamada My Afro Origins, foi apresentada no contexto de ações para ampliar o perfil do país no exterior.
Isaline Attelly, nascida em Martinica, descobriu que sua família tem raízes no Benim. Ao confirmar o laço ancestral, ela se inscreveu no programa e recebeu a cidadania bénina em cerimônia realizada recentemente em Cotonou.
A proposta visa fortalecer vínculos entre o Benim e a diáspora africana, destacando o papel histórico do país no comércio de escravos. A cerimônia de naturalização ocorreu em 27 de dezembro na capital econômica.
O que está incluído no programa e quem pode participar
Para obter a cidadania, é preciso ter 18 anos e demonstrar laços com o continente, por meio de documentos ou teste de DNA. Não é permitido já possuir cidadania de outro país africano, informou o ministro das Relações Exteriores.
Desde o lançamento, cerca de 50 pessoas já receberam a cidadania bénina, com milhares de candidaturas em tramitação. O Ministério da Justiça coordena o processamento, recebendo cerca de 100 novas solicitações por dia.
Projetos ligados à memória e à visitação
Paralelamente, o governo apresenta obras para dar visibilidade à história do tráfico, incluindo uma nova Porta de Saída e uma réplica de uma embarcação do século XVIII com esculturas internas. Outras iniciativas devem abrir em breve um Museu Internacional da Memória e da Escravidão.
O presidente Patrice Talon tem buscado visibilidade internacional para o país, contando com apoios de figuras públicas, entre elas Spike Lee e Tonya Lee Lewis, anunciados como embaixadores do programa. Talon espera atrair turismo e investimentos.
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