A Rússia informou nesta quinta-feira 15 que a Ucrânia está ficando sem tempo para aceitar condições de paz, enquanto a guerra completa quase quatro anos. Em Kiev, milhares ficam sem calefação porque as temperaturas despencam a -12°C, em meio a ataques russos.
Moscou rejeitou propostas ocidentais para encerrar o conflito e mantém a intenção de tomar à força o restante do território ucraniano que reivindica como seu, caso a diplomacia não avance.
A ofensiva russa se intensificou neste inverno, considerado o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a margem de manobra de Kiev para decisões está diminuindo.
Peskov indicou que chegou a hora de o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assumir a responsabilidade e tomar a decisão correta, conforme deixou claro para jornalistas.
O presidente russo, Vladimir Putin, condiciona um cessar-fogo à retirada ucraniana de grandes áreas do leste e do sul do país.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou frustração com o andamento das negociações, destacando o impasse entre as partes.
Zelensky afirmou que negociadores ucranianos, americanos e europeus concordaram com um plano de 20 pontos para interromper o conflito, uma adaptação de proposta anterior que favorecia Moscou, segundo informações do Kremlin.
O Kremlin se opôs a ajustes, mas o porta-voz reiterou que o diálogo com os Estados Unidos continua. A versão oficial também mencionou que europeus mantêm contatos com os americanos para esclarecer pontos sobre as negociações.
Segundo Peskov, as conversas entre Moscou e Washington seguem, com a necessidade de que a Rússia apresente seus pontos de vista nas discussões, em meio a reuniões com representantes europeus.
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