Volodymyr Zelenskiy anunciou que as forças armadas ucranianas vão incorporar um novo componente à defesa aérea, formado por grupos móveis de fogo que operam drones interceptores e outras ações de curto alcance. A mudança busca ampliar a capacidade de resposta a ataques russos.
A migração para essa nova configuração ocorre em meio a uma pressão de ataques massivos na primeira quinzena de janeiro, que provocaram cortes de energia e aquecimento em milhares de blocos de apartamentos, especialmente em Kyiv. Zelenskiy descreveu a transformação como essencial para enfrentar as ameaças crescentes.
O presidente indicou que haverá uma reestruturação da defesa aérea sob a fiscalização direta da Força Aérea e anunciou a nomeação de Pavlo Yelizarov como novo vice-comandante da força aérea, responsável por coordenar a inovação.
Nova abordagem e liderança
A medida envolve o uso mais amplo de grupos móveis de fogo, drones interceptores e ativos de defesa de curto alcance, com foco na agilidade de resposta e na redução de custos. Zelenskiy afirmou que o sistema será transformado para tornar a defesa mais ágil e eficaz.
O chefe de Estado também solicitou ações rápidas do governo nesta semana para lidar com dificuldades geradas pelos ataques, incluindo a concessão de bônus para milhares de membros de equipes de emergência que atuam na restauração de energia e aquecimento após os incidentes.
A Ucrânia tem investido no desenvolvimento de sua linha de drones desde a invasão de 2022 e tem ressaltado os drones interceptores como ferramenta viável para conter ataques russos, buscando maior autonomia tecnológica no campo de batalha.
Cenário e próximos passos
Zelenskiy alertou o público sobre a possibilidade de novas ofensivas russas, pedindo vigilância extrema e pronta resposta regional para proteger infraestruturas críticas, como subestações de usinas nucleares, alvo identificado pelas autoridades de inteligência.
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