Três cardeais da igreja católica dos EUA criticaram a política externa da administração Trump, afirmando que ações como a tentativa de obter Greenland, a recente ação militar na Venezuela e cortes na ajuda humanitária colocam em risco a dignidade humana e a paz mundial. O texto, divulgado na segunda-feira, não cita diretamente o presidente.
Os arcebispos Blase Cupich (Chicago), Robert McElroy (San Diego) e Joseph Tobin (Newark) disseram que o país deve manter o direito à vida, à liberdade religiosa e à dignidade humana, por meio de assistência econômica. A declaração aponta que a política externa atual não promove esses valores.
Segundo os cardeais, a busca por Greenland e o uso da força militar ameaçam relações internacionais e podem provocar sofrimento incalculável. O documento também critica cortes na ajuda humanitária, descrevendo-os como contrários aos princípios morais da diplomacia.
Contexto e desdobramentos
A nota confronta decisões da gestão Trump em um momento de debates sobre a fundamentação ética da política externa. O texto cita ainda a postura de acusações ao comportamento imigratório adotadas pela administração em períodos anteriores.
Pelo Vaticano, o Papa Leo XIV ressaltou, em discurso de 9 de janeiro, a importância de diplomacia baseada no diálogo e na busca por consenso, em tom crítico a ações militares. O pontífice ligou o uso de força à erosão do Estado de direito.
A declaração dos cardeais reforça que a paz mundial depende de relações pacíficas entre nações, com a política externa aplicada como último recurso, e não como instrumento rotineiro. O grupo conclui pela necessidade de políticas que ampliem o respeito à dignidade humana.
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