Iran utiliza grande volume de stablecoins do Tether, aponta relatório
Um estudo de Elliptic, empresa de análise de criptomoedas, indica que o banco central do Irã tem utilizado grandes quantidades de uma stablecoin da Tether. A empresa afirma ter rastreado ao menos 507 milhões de dólares em USDT passando por contas que, segundo a própria análise, seriam controladas pelo banco central iraniano. O material descreve uma acumulação sistemática dessa moeda estável, criada para manter a paridade com o dólar.
Essa movimentação seria parte de uma estratégia para contornar o sistema financeiro global, facilitando transações internacionais e potencialmente oferecendo lastro ao rial, a moeda local. O cenário ocorre em meio a sanções que dificultam o acesso ao câmbio e aos bancos tradicionais, elevando a curiosidade sobre o uso de criptomoedas pelos governantes iranianos.
As informações surgem em um momento de protestos intensos no Irã, com milhares de mortes atribuídas à repressão. A matéria não identifica responsáveis diretos pelas operações, mas levanta perguntas sobre o papel de autoridades iranianas na gestão de ativos digitais.
Nigel Farage, ex-líder do Partido Reform UK, aparece na reportagem ligada à discussão pública sobre criptomoedas. Em setembro, Farage afirmou que planejava defender o uso de Tether em encontros com o governador do Banco da Inglaterra, citando a stablecoin como instrumento de transição entre moedas tradicionais e digitais. O veículo cita ainda que a Tether é alvo de controvérsias relativas a sanções e monitoramento de atividades ilícitas.
A Tether, por sua vez, informou que mantém uma política de tolerância zero a usos ilícitos de seus produtos financeiros. A empresa disse cumprir diretrizes de sanções dos Estados Unidos e que coopera com autoridades para congelar ativos suspeitos quando identificados como ligados a atividades criminosas. A Tether ressaltou ainda que já colaborou com dezenas de agências de aplicação da lei em diversos países.
Entre os outros elementos do material, também há referências a vazamentos de contas associadas aos Guardas da Revolução Iraniana, revelados por Israel no ano anterior. A reportagem cita que, embora algumas contas suspeitas tenham sido congeladas pela Tether, a maioria das contas associadas ao banco central iraniano continuaria ativa, segundo a análise da Elliptic.
Entre na conversa da comunidade