A força síria teria entrado no acervo de al-Hawl, o maior campo de detenção de famílias de suspeitos ligados ao Estado Islâmico. O movimento ocorreu após a retirada de tropas curdas do local, conforme relatos da AFP.
Segundo a AFP, um grande grupo de soldados abriu o portão de metal do campo e ingressou no interior, enquanto outros ficavam na entrada para monitorar o acesso. O al-Hawl fica na região desértica da província de Al-Hasakah.
O campo abriga cerca de 24 mil pessoas, incluindo 15 mil sírios e aproximadamente 6,3 mil estrangeiras e crianças de 42 nacionalidades. O número inclui familiares de suspeitos de jihadismo.
Paralelamente, as forças curdas anunciaram na terça-feira que eram “forçadas a se retirar” do acervo para defender cidades no norte ameaçadas pela intervenção militar síria, antes do anúncio de um cessar-fogo.
Contexto e desdobramentos
A ofensiva síria ocorreu em meio à retirada curda de vastas áreas do norte e nordeste do país. Um acordo entre as partes prevê que o Estado sírio assuma a responsabilidade pelos prisioneiros do IS, com a administração curda integrada às instituições estatais.
O Ministério do Interior da Síria informou que adotará medidas para manter a segurança de al-Hawl. Milhares de ex-jihadistas andam encarcerados em prisões, enquanto dezenas de milhares de parentes vivem em al-Hawl e Al-Roj, acumulados sob a guarda curda.
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