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Câmara rejeita resolução que impediria Trump de enviar tropas à Venezuela

Votação apertada mostra liderança fragilizada de Mike Johnson e falha em barrar envio de tropas dos EUA à Venezuela

Mike Johnson at a press conference on Capitol Hill.
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A Câmara dos EUA rejeitou uma resolução que impediria o presidente Donald Trump de enviar tropas americanas à Venezuela. A votação ficou empatada, sem a maioria necessária para a aprovação, destacando a fragilidade da posição de Mike Johnson na maioria republicana.

A medida, apoiada pelos democratas, buscava retirar forças dos EUA da Venezuela. O Pentágono informou que não há tropas no terreno no país, mas admitiu a necessidade de aprovação parlamentar para operações militares de maior envergadura.

Para derrotar a resolução, líderes republicanos mantiveram a voto aberta por mais de 20 minutos, enquanto o deputado Wesley Hunt retornava de campanha no Texas para votar decisivamente. Dois republicanos, Don Bacon e Thomas Massie, votaram com os democratas.

Contexto e desdobramentos

Os democratas argumentaram que o Congresso precisa afirmar seu papel ao decidir quando o presidente pode mobilizar o poder de guerra. Gregory Meeks, principal democrata no comitê de assuntos estrangeiros, afirmou que Trump está empurrando os EUA para se tornarem um queixo de teto regional.

A votação ocorre em meio a uma série de episódios recentes envolvendo Trump, o que reacende o debate sobre a War Powers Act, criada na era da Guerra do Vietnã. Parlamentares enfatizam a necessidade de supervisão constitucional para ações externas.

Na viga complementar, a situação em que Maduro foi capturado em uma operação surpresa também alimenta críticas ao uso do poder militar. A oposição destaca a necessidade de clareza sobre objetivos e autorizações antes de qualquer intervenção.

Alguns republicanos, como Brian Mast, questionaram o timing da iniciativa democrata, defendendo que a resolução não deveria avançar. Ainda assim, o debate reflecte o equilíbrio frágil entre a agenda de Trump e o controle do Congresso sobre decisões de guerra.

Trump tem indicado avanços em uma agenda de força externa, com novas ações na região e a promessa de cooperação com aliados, apesar de críticas internas sobre o uso de poder militar. A próxima etapa legislativa ainda é incerta.

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