Elizabeth Hurley está prestando depoimento na High Court de Londres como parte de uma ação de privacidade contra o proprietário do Daily Mail. A atriz afirma ter vivido uma “invasão brutal de privacidade” com ligações e aparelhos de escuta em sua residência para a produção de reportagens. O caso envolve ainda outras celebridades que processam o veículo.
Hurley, de 60 anos, é segunda testemunha entre sete que movem ações contra a Associated Newspapers, editora do Mail e do Mail on Sunday. Ela reclama de 15 reportagens que teriam utilizado informações obtidas de forma ilegal, incluindo detalhes médicos de sua gravidez e conflitos familiares.
Durante o depoimento, Hurley recebeu apoio do filho Damian, que a acompanhava, enquanto o advogado da Associated questionava o atraso em eventuais ações judiciais. A atriz revelou que soube da prática de hackslin em 2015, por meio do ex-namorado Hugh Grant, que mencionou possibilidade de processar outro grupo de jornais.
A corte ainda ouviu detalhes sobre a fonte das informações e a linha do tempo das supostas invasões, com Hurley descrevendo que seus telefones teriam sido grampeados e microfones instalados nas janelas de sua residência para “ouvir todas as conversas”. Ela afirmou que a descoberta, em 2020, causou grande abalo emocional.
Além de Hurley, a ação envolve o Príncipe Harry, Elton John e outras figuras públicas, que buscam reparação por supostas violações de privacidade ocorridas entre o início dos anos 1990 e a década de 2010. A Associated Newspapers sustenta que as acusações são infundadas e não representam a prática jornalística da empresa.
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