O governo dos Estados Unidos apresentou, nesta quinta-feira, uma visão para Gaza que, em três anos, transformaria a faixa em um complexo de arranha-céus à beira-mar. A proposta foi apresentada durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, pelo presidente Donald Trump e por Jared Kushner, seu genro e enviado para o cessar-fogo na região.
Segundo Kushner, o projeto inclui dezenas de torres com terraços e áreas arborizadas, com investimentos estimados em 25 bilhões de dólares para reconstruir infraestrutura e serviços públicos destruídos desde o conflito iniciado em 2023. A projeção é de que, em dez anos, o PIB de Gaza alcance 10 bilhões de dólares, com renda média anual de 13 mil dólares por residência.
Kushner destacou que o plano pode atrair investimentos e gerar empregos, afirmando que o comitê responsável solicitou apoio a uma incorporadora israelense para viabilizar a proposta. Ele afirmou que, nos próximos 100 dias, há foco em avançar a implementação do projeto.
Um alto funcionário da ONU já havia alertado, neste mês, sobre condições desumanas em Gaza apesar da trégua em vigor. Hospitais, escolas e bairros inteiros seguem danificados, obrigando famílias a buscar abrigos, o que motivou críticas e pedidos de monitoramento internacional.
Contexto político e financeiro
Especialistas da ONU esperam que o Conselho de Paz, criado por Trump, facilite o acesso de investigadores de direitos humanos à região. A comissão internacional da ONU, que investiga violações, tem enfrentado resistência de autoridades israelenses, o que complica a coleta de informações.
O presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, disse que a cooperação pode evoluir com o novo plano de paz em curso. Médias internacionais não apresentaram confirmação independente sobre os termos da proposta, que permanece em estágio inicial de elaboração.
Entre na conversa da comunidade