O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciará nesta quinta-feira a criação do Board of Peace, originalmente pensado para ajudar a encerrar a guerra em Gaza. Trump deverá presidir o grupo, que pretende ampliar seu âmbito para tratar de outros desafios globais. A cerimônia de assinatura ocorrerá em Davos, Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial.
De acordo com o plano, o board reuniria dezenas de líderes mundiais. Trump disse que não pretende que o conselho substitua as Nações Unidas, mas que terá um papel complementar. Nacionalidades de signatários já incluem dezenas de países, com foco inicial em questões de paz e segurança global.
Entre os aliados tradicionais dos EUA, houve reservas quanto à adesão. Trump afirma que membros permanentes do Conselho de Segurança devem colaborar com um aporte de 1 bilhão de dólares cada. Além dos EUA, nenhum dos cinco membros permanentes confirmou participação até o momento.
Contexto sobre Gaza e reações internacionais
A proposta foi apresentada no contexto do cessar-fogo em Gaza, assinado em outubro, que tem enfrentado dificuldades desde então. Israel e Hamas blameiam-se por violações e pelo agravamento humanitário na região. O apoio de terceiros ao acordo tem variado entre os países.
Rússia informou que está estudando a proposta, enquanto França, Reino Unido e China ainda não confirmaram adesão. A ONU afirmou que qualquer envolvimento com o board se dará apenas no âmbito do contexto do cessar-fogo em Gaza.
Alguns países já mostraram apoio ao board, com cerca de 35 signatários, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Belarus. Além disso, o primeiro-ministro britânico e o gabinete de Netanyahu comunicaram posições distintas quanto à adesão.
O presidente Trump já indicou nomes de autoridades dos EUA para compor o board, junto com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. O objetivo declarado é promover a paz global, conforme o estatuto visto pela agência.
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