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Investigações sobre colisão de trem na Espanha analisam teoria de dano na via

Laudo preliminar aponta fratura no trilho existente antes da passagem do trem, hipótese sujeita a mais testes após acidente em Adamuz

Members of the Spanish Civil Guard crime department work next to the trains involved in the accident
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O acidente ferroviário ocorrido no sul da Espanha deixou 45 mortos e dezenas de feridos. A colisão envolveu um trem de alta velocidade operado pela empresa privada Iryo e outro trem de alta velocidade da Renfe, estatal, na região de Adamuz, perto de Andaluzia. A hipótese preliminar aponta que um trecho da via pode ter se fracturado, levando à derailação de um dos trens e à colisão subsequente.

Investigadores da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF) analisam a possibilidade de que entalhes nas rodas do lado direito de três carros frontais do trem da Iryo sejam compatíveis com impactos no topo da via. O relatório parcial de sexta-feira indica que a continuidade do trilho teria sido interrompida, gerando um desnível que atingiria a roda em sua borda.

Os peritos destacam que a hipótese é provisória e sujeita a novos testes. A conclusão levaria em conta dados de inspeção, imagens e simulações para confirmar se o tranco na via ocorreu antes da passagem do trem envolvido no acidente.

Fatos sobre o acidente de Adamuz

A CIAF aponta sinais de desgaste na roda e deformação na via como indícios de fratura preexistente. A investigação早 continua a coletar evidências no local para esclarecer o momento exato da falha.

Outro incidente e desdobramentos

Dois dias após o acidente de Adamuz, um trem sofreu derrapagem causada pela queda de uma parede de contenção perto de Gelida, na Catalônia, resultando em uma morte e 37 feridos. Não há confirmação de ligação entre os eventos, mas ambos motivaram medidas de segurança.

Reação de trabalhadores e oposição

O maior sindicado de motoristas, Semaf, convocou greve de três dias em fevereiro para exigir medidas de proteção a trabalhadores e passageiros. A organização afirma que a ação é o único caminho legal para pressionar pela restauração de padrões de segurança no sistema ferroviário.

Contexto político

Partidos de oposição criticam a resposta do governo da coalizão liderada pelo Partido Socialista, alegando falta de transparência. Líderes oposicionistas questionam a gestão do risco ferroviário e o estado da infraestrutura.

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