Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, morreu em um centro de detenção de imigração no Texas em 3 de janeiro. A autópsia do condado de El Paso classificou o óbito como homicídio, apontando asfixia por compressão do pescoço e do tronco.
Segundo o relatório, testemunhas afirmaram que Campos tornou-se inconsciente durante contenção por parte de agentes. O documento aponta ainda ferimentos no peito e nos joelhos, além de hematomas oculares periféricos.
Campos foi detido por autoridades federais de imigração no Camp East Montana, próximo a El Paso. A DHS havia dito que ele morreu após sofrer sofrimento médico, ainda em investigação.
Contexto da ocorrência
Relatos de testemunhas indicam que Campos estava algemado e pelo menos cinco guardas o imobilizaram, com uma pessoa pressionando o pescoço até a perda de consciência. A versão inicial da DHS foi ajustada após a divulgação de novas informações.
A DHS informou que Campos teria entrado em distress médico, mas a autópsia confirmou a causa de morte por asfixia relacionada à contenção. A agência manteve que a situação está sob investigação.
Familiares de Campos contrataram advogados que buscam impedir a deportação de duas testemunhas que, segundo a defesa, possuem informações relevantes sobre o ocorrido. A intenção é obter depoimentos formais.
Até o momento, quatro migrantes morreram em custódia de imigração neste início de ano, elevando o total para 32 mortes em 2025, conforme relatório de órgãos oficiais.
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