Trilateral talks entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos começaram em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, na sexta-feira, buscando avançar em negociações de paz. O encontro, o primeiro desde a invasão de 2022, deve durar dois dias.
Os principais impasses permanecem ligados ao território. Moscou exige que Kiev ceda partes do Donbass, incluindo Donetsk e Luhansk. As propostas americanas previam transformar Donbas em zona econômica livre, com garantias de segurança para Kyiv.
Em Moscou, o emissário americano Steve Witkoff afirmou, antes da viagem, que a questão territorial é o obstáculo central para um acordo. Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, destacou que não haverá solução duradoura sem acordo sobre as questões territoriais.
Enquanto as negociações prosseguem, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reiterou a posição de não ceder território. Em Davos, ele afirmou que o foco é a área sob controle de Kiev e ofereceu recuar até 25 milhas para criar a zona econômica desmilitarizada, se Moscou aceitar o mesmo.
Paralelamente, a escalada de ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia alimenta a crise de inverno. Kyiv enfrenta quedas de energia, com autoridades declarando estado de emergência no setor energético desde 14 de janeiro. O serviço público e a população sofrem com frio extremo.
Em outra frente, o Japão vive um momento político com o anúncio de eleições legislativas antecipadas para 8 de fevereiro, após dissolução da Câmara Baixa pelo primeiro-ministro Sanae Takaichi. A jogada visa consolidar a agenda do governo em meio a desafios econômicos e tensões regionais.
No Uganda, o governo afirma ter detido 2.000 simpatizantes da oposição e matado 30 membros do NUP, em meio a uma eleição contestada e ataques contra opositores. O novo clima de tensão acompanha a posse de Yoweri Museveni para um sétimo mandato.
Entre mudanças no cenário mundial, o relacionamento entre EUA e Canadá ficou tenso após críticas do presidente americano a aliados. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, defendeu atuação coletiva entre potências médias para enfrentar a ordem global em transformação.
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