Foi denunciado que Vladimir Putin ordenou um ataque com mísseis durante as negociações de paz em Abu Dhabi, mediadas pelos EUA. A acusação partiu do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, que escreveu em X que o ataque foi “cynicamente” montado contra delegações ucraniana, russa e americana.
Sybiha chamou o ataque de bárbaro e afirmou que o presidente russo não pertence à mesa de paz, mas ao estrado de um tribunal. Ele destacou que as ações mostram a agressão contínua de Moscou contra a população ucraniana.
Ataques em Kyiv e Kharkiv
Ações russas atingiram Kyiv e Kharkiv, as duas maiores cidades ucranianas. A contagem inicial indica uma morte e ao menos 23 feridos. A Força Aérea da Ucrânia disse que foram lançados 375 drones e 21 mísseis, com foco em infraestrutura energética.
A ofensiva comprometeu fornecimento de energia e aquecimento para grandes áreas da capital, conforme autoridades locais. Trabalhadores de serviços públicos mobilizaram equipes para restabelecer serviços.
Contexto das negociações em Abu Dhabi
Antes das conversas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, repetiu a exigência de que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste, que inclui Donetsk e Luhansk. A posição russa permanece como entrave ao acordo.
Putin tem insistido em manter parte de Donbas, estimada em cerca de 20% do território, o que equivale a cerca de 5 mil km². A postura tem sido um obstáculo para avanços durante as negociações.
Situação em Kyiv e balanço inicial
Antes dos ataques de sábado, Kyiv já havia registrado duas grandes ofensivas desde o início do ano, que interromperam energia e aquecimento em milhares de residências. O governo informou que cerca de 800 mil pessoas ficaram sem energia na cidade, com temperaturas perto de -10 °C.
Entre na conversa da comunidade