A Ucrânia e a Rússia retomaram as negociações com a participação dos Estados Unidos, ocorridas neste sábado em Abu Dhabi. O encontro ocorreu após um dia de conversas em que houve clima considerado construtivo. Zelensky afirmou, via X, que muitos temas foram discutidos e que as conversas devem seguir de forma construtiva, com retomada possivelmente já na próxima semana.
A delegação ucraniana participa das negociações com a presença de representantes e autoridades internacionais. Do lado russo, o general Igor Kostiukov, chefe do GRU, comanda a delegação. Os EUA são representados por Steve Witkoff e Jared Kushner. O diálogo ocorre sem avanços detalhados divulgados publicamente até o momento.
As conversas começaram na sexta-feira na capital dos Emirados Árabes Unidos e aconteceram sob a mediação de terceiros, sem detalhes sobre progressos. Horas antes do início, Moscou enfatizou a necessidade de retirada de tropas ucranianas do Donbass, posição que Zelensky sinalizou deixar em aberto conforme o andamento das tratativas.
Contexto e desdobramentos
A tensão no terreno permanece elevada, com novos ataques russos durante a noite e relatos de danos significativos à rede energética da Ucrânia. Em Kiev e Kharkiv, houve mortos e dezenas de feridos, além de cortes de água, energia e aquecimento em várias regiões, em meio a temperaturas muito baixas.
Até hoje, não houve confirmação de um acordo de longo prazo. As partes já negociaram anteriormente, em Istambul e em encontros bilaterais, mas os resultados envolveram apenas intercâmbio de prisioneiros e de corpos de combatentes. A participação direta dos Estados Unidos marca um novo patamar no esforço de paz.
Antes de Abu Dhabi, Zelensky e Trump se reuniram em Davos, enquanto Putin e os enviados dos EUA mantiveram contatos em Moscou. O objetivo declarado é encerrar o conflito, que provocou dezenas de milhares de mortes desde 2022, embora ainda não haja um cronograma claro para um acordo definitivo.
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