O prefeito de Kyiv, Vitalii Klitschko, informou neste domingo que cerca de 1.700 edifícios residenciais na capital ucraniana permaneciam sem aquecimento após ataque com mísseis e drones russos ocorrido no início da semana. A informação foi divulgada via Telegram pela prefeitura.
O ataque, realizado no sábado, atingiu o sistema energético da Ucrânia, deixando milhões de imóveis sem energia em todo o país durante o inverno, com temperaturas abaixo de zero. Autoridades russas afirmam ter ampliado as ações contra infraestrutura energética desde a invasão de 2022.
De acordo com o vice-primeiro-ministro Oleksiy Kuleba, mais de 3.200 prédios de Kyiv ficaram sem aquecimento na noite de sábado, recuo em relação às 6.000 ocorrências pela manhã. Klitschko acrescentou que, desde a noite de ontem, equipes de serviços públicos e empresas de energia restabeleceram o aquecimento em mais de 1.600 prédios, e continuam o trabalho para normalizar o serviço aos moradores.
O ataque em Kyiv ocorreu justamente quando negociadores ucranianos, russos e americanos discutiam opções em Abu Dhabi para encerrar o conflito. As autoridades ainda não divulgam um cronograma de restabelecimento completo, apenas relatam progresso gradual nas redes de distribuição.
Autoridades destacam que as ações visam interromper a continuidade do fornecimento de energia, buscando reduzir impactos da crise invernal sobre famílias e serviços urbanos. A situação continua sob monitoramento e novas atualizações devem ser divulgadas pelas autoridades locais.
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