Dois dias após suas declarações sobre as tropas britânicas no Afeganistão, Donald Trump recuou sem pedir desculpas formais. O anúncio recebido com alívio de várias siglas de Westminster reconhece que a fala inicial foi ofensiva, mas não houve retratação pública.
O recuo veio após críticas de líderes de oposição e do governo britânico, que consideraram as declarações inadequadas. Shabana Mahmood, secretária de Interior, avaliou que o recuo é o máximo que se pode esperar dadas as circunstâncias. O tom foi de cautela e continuidade diplomática.
Trump afirmou, em uma publicação posterior, que elogiou as tropas britânicas e reconheceu o número de baixas. A declaração ocorreu em plataformas de mídia social, duas dias depois do comentário à Fox News sobre a participação de aliados na região.
Reações no Reino Unido
Líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, condenou as falas iniciais como inadequadas, mantendo tom crítico. A resposta do governo, segundo Mahmood, foi reforçar que a mensagem recebida sinaliza reconhecimento do que foi dito.
Líderes de oposição também comentaram a mudança, com Ed Davey destacando que a fala original foi inaceitável, mas sem alterar a posição sobre a abordagem com o presidente dos EUA. Priti Patel ressaltou a necessidade de cautela em declarações futuras.
Reform UK, por meio do vice-líder Richard Tice, repostou a mensagem de Trump defendendo o registro. O presidente dos Republicans Overseas UK afirmou que a retratação não é característica dele, mas considerou a explicação como notícia positiva para o registro.
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