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Finlândia quer evitar danos a cabos com novo centro de vigilância

Centro de vigilância marítima da Finlândia, com aliados Bálticos e a Comissão Europeia, busca prevenir danos a cabos submarinos com sensores e IA

The Finnish and European Union flags flutter at the boarder crossing between Finland and Russia, in Vaalimaa, Finland, April 4, 2023. REUTERS/Tom Little
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A Guarda de Fronteiras da Finlândia planeja criar um centro de vigilância marítima para evitar danos a infraestruturas submarinas críticas no Golfo da Finlândia. O projeto será desenvolvido em cooperação com outros estados do Báltico e a Comissão da UE, informou a instituição nesta segunda-feira.

O objetivo é reduzir riscos a cabos de energia, ligações de telecomunicações e oleodutos sob o fundo do mar, em um panorama de incidentes desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Em 2023, um navio chinês já foi apontado como envolvido em danos a gasoduto e cabos no leito marinho.

A iniciativa integra um plano de ação conjunto proposto pela Comissão Europeia e visa fortalecer a segurança das infraestruturas submarinas. Também prevê sensores no leito marinho, soluções de IA para monitoramento em tempo real e compartilhamento de informações sobre embarcações com aliados.

A implantação ocorrerá de forma gradual, aproveitando capacidades já existentes da Guarda de Fronteiras, e busca financiamento da UE. O esforço é visto como complemento a uma presença militar reforçada na região pela OTAN, com fragatas, aeronaves e drones navais.

Entre os fatores a serem monitorados estão desvios incomuns de velocidade ou trajeto de embarcações. O corregimento é liderado por Mikko Hirvi, chefe de Segurança Marítima da Guarda de Fronteiras, que destacou a importância de obter dados em tempo real sobre desvios de navios.

A Guarda de Fronteiras informou que, no último ano, o foco tem sido ampliar o fluxo de informações em tempo real com parceiros, para antecipar eventuais ameaças aos cabos e oleodutos submersos.

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