O conflito continua afetando a vida cotidiana em Kyiv, onde artistas lidam com o frio intenso causado pela destruição do sistema de aquecimento e energia pela Rússia. No estúdio apertado, o pintor surrealista Yuriy Denysenkov busca manter o ambiente quente o suficiente para que a tinta ainda saia do tubo.
Denysenkov descreve a dificuldade de trabalhar com tinta que congela, mas afirma que, com rapidez, consegue manter o espaço um pouco mais aquecido e seguir sua composição, que retrata uma criança diante de uma poça no campo com um cão.
Em outra sala, Oleksandr Liapin utiliza fervura de uma pequena fogueira para aquecer o local, enquanto pinta um coelho em estilo ingênuo, com cores vibrantes. Mesmo com o frio, a rotina criativa persiste.
O ambiente externo registra quase 10 graus abaixo de zero, mas o interior fica pouco acima de zero graças a uma pequena fogueira a gás. A cena mostra o contraste entre a vida criativa e a precariedade das condições de moradia.
Pelo menos três membros do coletivo artístico estão servindo nas Forças Armadas, incluindo um que está desaparecido em combate. Liapin afirma que a arte é a forma de resistência que compartilha com o mundo.
A declaração do artista ressalta que a atenção internacional e a ajuda humanitária chegam em resposta à situação de conflito, que continua a impactar o cotidiano de quem vive em Kyiv. Liapin acrescenta que a colaboração mundial sustenta quem permanece na cidade.
Fonte: Reuters.
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