A Valve não conseguiu que o processo coletivo contra a empresa fosse rejeitado, segundo a BBC. A decisão permite que a ação siga adiante, movida pela advogada Vicki Shotbolt em nome de usuários do Steam no Reino Unido. A disputa envolve alegações de preços abusivos e práticas anti-competitivas.
A ação, iniciada em 2024, afirma que as políticas da Steam violam leis britânicas de preços anticompetitivos e de condições comerciais injustas. Entre os pontos contestados estão a proibição de baixas permanentes em lojas rivais e a exigência de usar exclusivamente a Steam para conteúdos adicionais de jogos.
Várias informações indicam que a ação é apresentada como coletiva, permitida no Reino Unido por meio de opt-out, e visa representar cerca de 14 milhões de usuários britânicos de Steam. A defesa de Valve contestou a definição da classe e a metodologia para avaliar o impacto das supostas práticas.
Tribunal e desdobramentos iniciais
A Competiton Appeal Tribunal publicou em 26 de janeiro uma decisão que rejeita parte das contestações da Valve. O tribunal entendeu que as objeções sobre a metodologia e a definição da classe foram suficientemente tratadas após revisões propostas pela equipe de Shotbolt.
Segundo o veredito, a defesa não conseguiu sustentar que as alterações propostas pela parte autora não mitigaram as preocupações. A readequação da definição de classe consolidou a autorização do andamento do caso.
Caso o PCR vença, todos os usuários no Reino Unido teriam direito a restituições proporcionais. O montante buscado na ação é de £656 milhões, equivalente a cerca de US$ 904 milhões na cotação atual. O valor já era previsto no momento da cobertura inicial do tema em 2024.
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